chris hadfield, o tipo mais fixe de todo o universo
Homologação, D’Alva, 2013
1997. Sala de estar em Faro no verão. O videoclip a passar. Final de tarde. Sol alaranjado directo nas cortinas da sala. Ar condicionado.
Estava ingénuo agudo de duas decepções que julgava absolutas e impossíveis de igualar em gravidade.
À igreja, Jesus, música, Deus e à rapariga tinha-os perdido e não tinha percebido que o mesmo acontecera, também, a quase todos os amigos.
Aquele era um sentimento de solidão absurdo, difícil de pensar.
Quer dizer, foi mesmo uma sub-vida inteira, a melhor, a de que mais tinha gostado, que morria sem que eu soubesse realmente isso.
Apostara a minha mente e jogara tudo num erro de cálculo que só os corações demasiado apaixonados conseguem.
Em Faro existiu ainda aquela estranha noite de exilados na praia com a Susana e o Mário. O pessoal reconhece-se, por mais confuso e desnorteado que esteja.
Enquanto ouvia Karma Police, dos Radiohead, preparava, sem saber, os planos do desespero para toda uma década que foi lixada, mesmo lixada a valer.
The Man Who Wasn´t There, Joel Coen, 2001
Valsa com Bashir, Ari Folman, 2008
There’s explosions and gunfire going down the street
Don’t You (Forget About Me), Simple MInds, 1985